Criar boas experiências sem conhecer o cliente é como tentar acertar um alvo no escuro. Ainda assim, essa é a realidade de grande parte do varejo físico. Pesquisas mostram que mais de 80% das empresas não conhecem com precisão o perfil e a jornada de seus próprios consumidores. Sem essas informações, as decisões acabam sendo baseadas em intuição, histórico limitado ou tentativa e erro.
Esse desconhecimento tem um custo alto. A experiência do cliente já se consolidou como um dos principais fatores de decisão de compra. Pessoas estão dispostas a pagar mais, comprar novamente e recomendar uma marca quando vivenciam uma experiência positiva. Ao mesmo tempo, experiências ruins e jornadas mal compreendidas geram perdas invisíveis que somam trilhões de dólares globalmente todos os anos.
Grande parte dessas perdas acontece antes mesmo da venda. O varejista não sabe se a vitrine é atrativa, se o perfil das pessoas que passam em frente à loja é compatível com o que está sendo ofertado ou se quem entra realmente se conecta com os produtos e com a equipe de atendimento. Sem essas respostas, a loja opera no modo reativo, corrigindo problemas apenas quando o resultado já foi impactado.
Conhecer a jornada do cliente não é mais um diferencial competitivo. É uma condição básica para reduzir desperdícios, aumentar conversão e construir experiências consistentes. Quem ignora esse ponto continua tomando decisões importantes sem visibilidade real do que acontece no ponto de venda.

